O macrociclo começa pela data da prova e é desenhado de trás para frente. Ele determina quantas semanas existem até lá e como elas se dividem em fases — base, desenvolvimento, específica e taper —, cada uma com a sua ênfase de volume e de intensidade. É o documento que dá sentido a qualquer treino isolado dentro dele.
A duração varia com o objetivo e com a modalidade. Uma preparação de maratona costuma ocupar de doze a vinte semanas; um atleta com mais de uma prova importante no ano trabalha com macrociclos encadeados, cada um com o seu pico e a sua transição. O que não muda é a necessidade de um único alvo por macrociclo.
É nesse nível que aparecem os erros de planejamento invisíveis no dia a dia: progressão de volume rápida demais, ausência de semanas de recuperação, fase específica curta demais, pico previsto para a semana errada. Nenhum deles se percebe olhando um treino de cada vez.