
Você prescreve. O app entrega. O alvo vai para o pulso do atleta.
Periodização com data, sessão feita de passos com alvo de pace, zona de FC ou carga, e o feedback de cada treino voltando para dentro do ciclo.
Onde a planilha trava — e não é por desorganização sua.
A planilha ganha no começo por dois motivos honestos: flexibilidade infinita e custo zero. O teto dela é estrutural, e chega sempre nos mesmos cinco lugares.
A planilha não sabe que dia é hoje
Ela é uma tabela. Não existe "o treino de hoje" — existe uma célula que o atleta precisa encontrar sozinho, e que muda de lugar toda semana.
A planilha não sabe quem é o atleta
Dois atletas no mesmo ciclo com estados diferentes viram duas abas, depois duas planilhas, depois um arquivo por pessoa que você mantém na mão.
O que foi concluído fica num aparelho só
O atleta marca no celular dele. Você não vê. Na semana seguinte ninguém sabe o que de fato foi executado.
Não existe onde publicar um mesociclo
Publicar significa copiar abas, ajustar fórmula e reenviar link. É por isso que a periodização longa quase nunca sai do papel.
A prescrição não sai da planilha
Um texto numa célula não vira intervalado guiado no relógio do atleta, não fecha sozinho e não entra em nenhuma análise depois.
Nada disso se resolve com uma planilha melhor. Se resolve com estrutura: periodização com data, atleta com identidade e sessão feita de passos com tipo, duração e alvo.
Aquecimento, parte principal, volta à calma — com alvo em cada passo.
Tipo do passo, duração por tempo ou por distância, alvo por pace, zona de FC ou carga. É essa estrutura que faz o treino chegar no relógio, fechar sozinho e virar análise depois.
Quarta · Intervalado longo
Microciclo 3 · Semana de choque
- Zona 1–2
Aquecimento
15 min trote leve
- Técnica
Educativo
4 x 100 m
- 4:05 /km
Intervalado
6 x 1.000 m
- Zona 2
Recuperação
2 min entre tiros
- Zona 1
Volta à calma
10 min trote
Estruturada assim, a sessão sai da tela e vai para o relógio do atleta.
Macrociclo · Maratona de São Paulo
16 semanas até a prova
O relógio devolve o que foi feito. O atleta conta como foi.
Duas direções, e a que importa é a de ida: a sessão estruturada vai para o Garmin ou o Apple Watch como intervalado guiado, e o atleta treina com o alvo no pulso em vez de com um print no celular.
Na volta, o relógio devolve pace, frequência cardíaca, distância e trajeto. A sessão fecha sozinha e você compara o que foi prescrito com o que foi realmente executado — sem depender de o atleta lembrar de anotar.
Depois vem a única pergunta que o dado não responde: como foi. Esforço percebido, se completou os tiros, se doeu alguma coisa. É essa resposta que recalibra o resto do ciclo — e é ela que uma planilha nunca teve como coletar.
Como foi o intervalado de hoje?
Esforço percebido
RPE 7 de 10
É esta resposta que recalibra o resto do ciclo.
Próximo passo
Me conta como você atende hoje
Quantos atletas, como você monta o ciclo, o que você usa para prescrever. A gente responde o que muda, o que não muda e o que ainda não está pronto.