Feedback de treino: RPE, sensação e dor em uma interação

O prescrito, o executado e como o atleta se sentiu — no mesmo lugar.

01

O "como foi?" se perde na conversa

O coach pergunta como foi o treino no WhatsApp, o atleta responde com um áudio, e aquilo vira uma impressão na cabeça de quem leu. Duas semanas depois, quando o desempenho cai, não há como reconstruir em que sessão a coisa começou a apertar. O coach com quarenta atletas guarda o detalhe dos cinco mais próximos e perde os outros trinta e cinco. Não é descuido: é volume de informação sem lugar para ficar.

Depois do treino

Como foi o intervalado de hoje?

Esforço percebido

RPE 7 de 10

Completou6 de 6 tiros
Pace médio4:03 /km
Dor ou desconfortoNão

É esta resposta que recalibra o resto do ciclo.

02

Uma interação curta, levada a sério

Ao terminar a sessão, o atleta responde pouca coisa: quanto custou, como se sentiu, se teve dor ou desconforto e onde. É rápido o suficiente para acontecer todo dia, que é a única forma de esse dado existir. O retorno fica colado à sessão específica, com o que foi prescrito e o que foi executado ao lado. O coach abre a semana do atleta e lê a série inteira de uma vez.

03

O ciclo passa a se corrigir

Um RPE muito acima do previsto em três sessões seguidas é um sinal antes de virar lesão ou abandono. Aderência caindo em um bloco específico diz mais sobre a prescrição do que sobre o atleta. Com esse retorno registrado, o ajuste do mesociclo seguinte é feito sobre o que aconteceu, não sobre o que foi planejado. É o laço fechado que a planilha nunca teve.

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