O pace é a unidade de conversa do corredor brasileiro: quatro e meio por quilômetro, cinco e vinte, seis. Tecnicamente é o inverso da velocidade, e é preferido justamente porque responde de forma direta à pergunta que interessa — em quanto tempo eu termino essa distância.
Prescrever por pace só funciona quando terreno e condições são comparáveis. Subida, calor, umidade, vento e altitude mudam o esforço necessário para sustentar o mesmo número, e é por isso que treinos em terreno irregular costumam ser prescritos por esforço percebido ou por frequência cardíaca, e não por ritmo fixo.
Os paces de treino derivam de um ponto de referência: um teste, uma prova recente ou o ritmo de limiar. A partir dele saem as faixas de regenerativo, ritmo de prova, limiar e intervalado, cada uma com um propósito distinto dentro do ciclo.