O PR é um marco pessoal, não uma comparação com os outros. Ele existe sempre atrelado a um contexto: PR de agachamento, PR de dez quilômetros, PR de repetições em um treino conhecido. Fora do contexto, o número não significa nada, porque não há com o que compará-lo.
Registrar PRs cumpre duas funções. A prática é definir cargas de trabalho, já que boa parte da prescrição de força é escrita como percentual de um máximo conhecido. A outra é motivacional: é o histórico que mostra ao atleta que a rotina está produzindo alguma coisa, mesmo em semanas que pareceram improdutivas.
Quando esse registro vive em um caderno ou na memória, ele se perde na primeira pausa mais longa. O valor do histórico aparece justamente no prazo longo, quando é possível comparar o atleta de hoje com o de dois anos atrás.